Peter et Barbara de Cock, luta belga dos queijos de leite cru

A 3ª edição do Concurso de Melhor Queijo com leite cru da fazenda de de Wallonie acontece dia 26 de maio de 2019.

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Concurso de Melhor Queijo de Leite Cru feito com leite da própria fazenda da região belga de Wallonie é talvez o único do mundo a entregar, logo após a competição, uma ficha de aperfeiçoamento técnico com informações como pH do queijo, análises micro biológicas a cada participante. No comando, Peter de Cock, 44 anos, da Bergerie d’Acremont, criador de ovelhas e queijeiro no sul do país. “Aqui, muito produtores não sabem nem o que é um fermento láctico” explica ele “mas nós todos queremos mudar essa situação!”. Os produtores que participam do concurso são convidados, em seguida, para uma formação de meio dia, dada pelo próprio Peter, para melhor compreensão e adoção das orientações dadas na ficha.

A terceira edição do concurso acontece dia 26 de maio de 2019 na cidade

A 2ª edição do concurso no último verão teve 12 vencedores. Cada um deles recebeu como prêmio um jantar em um dos restaurantes belgas do coletivo Génération W, que trabalha para promover os produtos de terroir da Bélgica.
Filho de engenheiro, Peter de Cock passou sua infância em meio urbano.

Depois de uma formação em microbiologia queijeira em Moudon, na Suíça, seu destino era trabalhar na indústria agro-alimentar, mas ele sonhava fabricar seu próprio queijo. «De volta à Bélgica, eu não consegui encontrar produtores de leite que trabalhassem sem silagem, portanto a solução foi começar a criar meus próprios animais” disse ele, que cria ovelhas leiteiras belgas “una raça muito presente aqui desde o século VIII, mas que hoje esta em extinção”.

Das 1400 ovelhas que restam, 300 pertencem a Peter. Elas são alimentadas com luzerna, trevo verde ou seco e cereais, principalmente épeautre, um tipo de trigo cultivado na fazenda. O produtor transforma 700.000 litros de leite por ano em uma gama de mais de vinte queijos diferentes. Seu queijo mais vendido é o “l’Œillet du château” (1/4 da sua produção), uma massa dura que ele cura nas salas subterrâneas do castelo medieval de Bouillon, seguido do Bleu de Scailton, curado em antigas minas de ardósia.

“A palavra scailton” explica ele “é o termo que designa os mineiros que iam procurar a ardósia a 25 metros de profundidade da terra. Eu demorei 4 anos para desenvolver essa receita, foi muito complicado de encontrar a simbiose entre meus fermentos cultivados em casa e o ambiente das galerias subterrâneas!”. ◼

Peter et Barbara De Cock-Vissenaekens
Rue de Bernifa 17
6880 Acremont
061/53 54 35
info@bergerie-acremont.be
www.bergerie-acremont.be

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